O bambu é reconhecidamente um excelente agente na contenção de encostas ameaçadas de erosão. Sua distribuição subterrânea de rizomas forma uma malha resistente que reforça a estrutura natural do solo. Para obter bons resultados são utilizados os bambus de rizomas leptomorfos, que se espalham na área mais rapidamente (ver Plantio).


   

O bambu é utilizado na irrigação de solos e lavouras. É tubular, facilitando o transporte de água da fonte ao local da irrigação. Damir Kovac tem um estudo sobre isto em "A Bamboo Irrigation System in West Sumatra", de 1997.

O bambu pode também ser utilizado na bio-remediação de ambientes molestados pela intervenção humana. Segundo os especialistas da West Wind Technologies, nos Estados Unidos existem muitas criações de suínos que despejam os restos fecais dos animais diretamente no ambiente natural, contaminando campos e fontes de água. Uma solução para este problema seria despejar os restos em campos de grama, uma planta que consome largamente o nitrogênio presente nos restos. Mas a grama não tem mercado e é deixada no solo. Com o tempo o nitrogênio na grama é reabsorvido pelo solo. O bambu é uma grama, e consome muito nitrogênio. Depois pode ser coletado e vendido como material de construção, levando consigo o nitrogênio.

Outro uso do bambu na remediação foi sugerido em 98 pelo senador americano Duncan Hunter, dirigente da Fundação World Emergency Relief, para despoluir o Rio Choluteca, que atravessa a capital do México. O projeto propõe que se plante bambu nas beiras do rio, porque agiriam como agente descontaminante. Este tipo de projeto já foi implantado no Rio Nuevo, Califórnia, e ao norte da cidade de Mexicali, México.



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Conteúdo desenvolvido:
Raphael Moras de Vasconcellos
Rio de Janeiro / BRASIL

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