SECAGEM - continuação

Outra forma de secagem com fogo é a utilização de uma fonte pontual de calor como o maçarico. Neste processo é importante utilizar fogo baixo, e obtém-se alta resistência e brilho. Porém é um método mais demorado e trabalhoso, por ser feito um a um. Pode-se também defumar o bambu, introduzindo-o num compartimento com pouca saída de ar que tenha fogo e fumaça sob os culmos de bambu. Nesses métodos onde se utiliza fogo geralmente um tipo de óleo (ácido piro-lenhoso) aparece na superfície dos troncos. Este óleo pode ser removido com pano ou reutilizado como fonte de fumaça. Segundo Ximena Londoño este método utilizando o ácido piro-lenhoso é bem eficaz.

Estufas são um meio muito eficaz de secar o bambu. Na Colômbia existem estufas verticais de muitos metros de altura, onde o bambu é colocado em pé. Geralmente as estufas são horizontais. As estufas devem coletar o calor dos raios do sol durante o dia, sem incidir diretamente sobre os bambus e sem causar calor excessivo, e manter seu interior quente durante a noite. Este processo dura algumas semanas. Mais uma vez Van Lengen nos dá um pouco de seu conhecimento: "constrói-se um armazém com um aquecedor solar de ar. O aquecedor é construído com blocos, latas pintadas de negro e vidro ou plástico. O armazém deve ter paredes isolantes, para que o calor não escape durante a noite. De dia, controla-se o fluxo de ar com painéis, que ficam fechados à noite. Note que este aquecedor também pode ser utilizado para secar alimentos "


secagem com aquecedor solar-pg. 355 Johan Van Lengen -
"Manual do Aruiteto Descalço" - Ed. Tibá


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