SEPARAÇÃO DE COLMOS

Esta técnica consiste em usar as gemas ainda dormentes (que não se transformaram em galhos) nos colmos para transformá-las em novos rizomas. Funciona muito bem com gêneros tropicais como Bambusa e Dendrocalamus. O colmo deve ter até um ano de idade. Deve-se deixar os galhos principais que saem das gemas dos nós do colmo, mas cortados acima dos seus primeiros nós, como nas ilustrações abaixo.
Pode-se usar um nó simples, ou seja, cortar antes e depois de um nó, enterrando horizontalmente, com o galho apontando para cima.
Pode-se usar um nó duplo, ou seja, cortando antes de um nó e depois do nó seguinte. Ainda pode-se fazer um furo, encher parcialmente a parte interna do entrenó de água, e tapar com alguma bucha (algodão, pano). Depois enterra-se com algum galho orientado para cima. Este método é mais seguro de funcionar do que o simples.
Pode-se enterrar o colmo inteiro, esperando brotar, horizontalmente ou ligeiramente inclinado. Após dar brotos, cortam-se os entrenós e transferem-se os brotos para o novo local de plantação.




SEPARAÇÃO DE GALHOS

Em algumas espécies esta técnica funciona, e outras não. É uma técnica ainda pouco estudada.
Deve-se cortar os galhos principais dos colmos e enterrá-los a cerca de 20 cms na terra.

CLONAGEM

Atualmente a empresa West Wind Technologies, dos Estados Unidos da América, e a Oprins Plants, da Bélgica, oferecem um serviço de venda de mudas em milhares. Utilizam um processo de clonagem que otimiza a produção de mudas. O link para a página da WWT está na área de links.

COLHEITA E PODA

O bambu deve ser cortado sempre após o primeiro nó para evitar que o rizoma apodreça. E não deve exceder muito 30 cms do chão. Pode-se usar machado (no caso dos gigantes), facão ou serras para colher o colmo. É importante fazer um corte sêco e preciso, pois um bambu rasgado tem mais entradas para fungos e insetos.

Um grupo de bambus tem indivíduos de várias idades. Aqueles com mais de 7 anos de idade devem ser removidos para que a energia do grupo se direcione para os novos brotos e colmos. Eles podem ser TODOS removidos sem problemas. Os bambus podres e secos devem ser removidos. Não se deve nunca retirar mais que 80 por cento de um grupo de bambus, pois isto abala muito a planta. Deve-se sempre deixar alguns bambus maduros em áreas espalhadas do grupo, pois são eles que fornecem nutrientes para os mais jovens.

A melhor época para coletar brotos é pouco tempo após o seu aparecimento. A época para obter colmos resistentes é no inverno.

Existem técnicas que sugerem o corte de parte do culmo, para no ano seguinte utilizar o rizoma deste culmo para transplante.

CONTROLE DE BAMBU INVASIVO

Os bambus de rizomas leptomorfos são invasivos. Estendem seus rizomas por muitos metros linearmente. Então acabam tomando conta de terrenos abandonados, ou aparecendo por debaixo de um muro. A mesma razão que leva o bambu a ser usado para contenção de encosta, o endurecimento do solo, frustra muitas tentativas de controle. O bambu não pode apenas ser cortado. Deve-se cortar os culmos invasores, podendo regar para forçar um apodrecimento dos rizomas. E torna-se a cortar os novos colmos insistentes. Pode-se cortar os rizomas, cavando e usando uma pá como ferramenta de corte.

Uma forma de controle preventivo é o estabelecimento de barreiras físicas enterradas, que impedem a passagem do rizoma. Placas de plástico, alumínio podem servir, mas é importante lembrar que o rizoma de um bambu pode ser BEM agressivo e furar barreiras.



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